A Associação Amazonense de Municípios (AAM) acompanha o avanço da estiagem de 2026 e intensifica o trabalho de orientação e articulação junto às prefeituras diante do aumento dos impactos registrados em diferentes regiões do Amazonas.
O cenário mais recente aponta 40 municípios em situação de emergência, além de cidades classificadas em alerta e atenção. Mais de 100 mil famílias já são afetadas pelos efeitos da estiagem no Estado.
A evolução do quadro é significativa. Em 9 de outubro, levantamento divulgado pela AAM registrava 29 municípios em situação de emergência, 16 em alerta, 15 em atenção e dois em normalidade. Em pouco mais de uma semana, o número de municípios em emergência passou de 29 para 40, demonstrando o avanço dos impactos da seca sobre o território amazonense.
A redução dos níveis dos rios afeta diretamente a dinâmica dos municípios, especialmente nas áreas dependentes do transporte fluvial. Entre os principais reflexos estão dificuldades de deslocamento, acesso às comunidades, transporte de pacientes, medicamentos, alimentos, combustíveis e outros insumos, além da pressão sobre as estruturas municipais de Saúde, Defesa Civil, Assistência Social e logística.
AAM reúne demandas diretamente com os municípios
Paralelamente ao acompanhamento do cenário, a AAM vem realizando um trabalho direto junto às administrações municipais para identificar as necessidades locais e organizar os encaminhamentos relacionados às ações de resposta.
Nos últimos dias, a área de Defesa Civil do Núcleo Técnico da Associação mobilizou os municípios abrangidos pelas medidas de emergência e disponibilizou um formulário específico para levantamento das demandas.
As informações foram encaminhadas diretamente pelas prefeituras e reuniram necessidades relacionadas a equipamentos de proteção individual, ferramentas, combustíveis, brigadistas, apoio humanitário, veículos, caminhões-pipa, reservatórios de água, logística e demais estruturas necessárias às ações de resposta.
A partir das informações recebidas, a equipe técnica realizou a consolidação do levantamento e passou a orientar os municípios na revisão das quantidades, valores e justificativas, buscando adequar os pedidos à realidade de cada localidade e aos procedimentos exigidos para o encaminhamento das solicitações.
A orientação também incluiu o preenchimento do Plano Simplificado e o registro das demandas no Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD), plataforma utilizada pelo Governo Federal para análise de pedidos de reconhecimento e liberação de recursos destinados às ações de proteção e defesa civil.
O trabalho dá continuidade às ações iniciadas após o reconhecimento da situação de emergência em municípios amazonenses e às reuniões realizadas com representantes dos governos Federal e Estadual. Em outubro, o presidente da AAM, Anderson Sousa, participou das agendas com os ministros da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, e do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, acompanhando as discussões sobre medidas emergenciais e formas de ampliar a capacidade de resposta dos municípios.
A AAM também participou de reuniões de articulação institucional voltadas ao enfrentamento de incêndios florestais, estiagem, fumaça e outros eventos ambientais extremos, reforçando a necessidade de integração entre os entes responsáveis pela resposta às emergências.
Orientação técnica e preparação dos municípios
A atuação da AAM no enfrentamento dos eventos climáticos vem sendo desenvolvida ao longo de todo o ano.
Em abril, a Associação participou de reunião de alinhamento com a Defesa Civil do Amazonas para discutir monitoramento, planejamento e estratégias de preparação para a estiagem de 2026. Na ocasião, Anderson Sousa destacou a importância da articulação entre Estado e municípios para antecipar cenários e organizar as respostas locais.
A Associação também publicou orientações técnicas específicas sobre governança climática, organização das estruturas municipais e resposta aos efeitos da estiagem, além de recomendações para os sistemas municipais de Saúde diante das dificuldades de acesso e dos impactos provocados pela redução dos níveis dos rios.
Diante do agravamento atual, a AAM reforça que as prefeituras devem manter atualizados os planos de contingência, levantamentos de danos e necessidades, registros das comunidades afetadas e toda a documentação necessária para fundamentar os pedidos de apoio.
O presidente da AAM, Anderson Sousa, destacou que o trabalho da Associação está concentrado em transformar as necessidades apresentadas pelas prefeituras em informações organizadas que possam subsidiar os encaminhamentos junto aos órgãos responsáveis.
“O município é quem conhece de perto a realidade das comunidades e sabe onde estão as necessidades mais urgentes. O trabalho da AAM tem sido ouvir essas demandas, apoiar tecnicamente as equipes e ajudar na organização das informações para que elas cheguem de forma adequada aos órgãos estaduais e federais. Neste momento, precisamos garantir que os municípios tenham condições de responder com rapidez e proteger a população diante dos efeitos da estiagem e dos incêndios”, afirmou Anderson Sousa.
A área de Defesa Civil do Núcleo Técnico da AAM segue prestando atendimento e orientação às administrações municipais, especialmente na organização dos documentos e no encaminhamento das demandas relacionadas aos eventos climáticos.
Em caso de dúvidas ou necessidade de apoio técnico, os municípios podem entrar em contato com a área de Defesa Civil do Núcleo Técnico da AAM, através do e-mail defesacivil@aam.org.br.


