Governo Federal cria quatro Reservas de Desenvolvimento Sustentável em seis municípios do Amazonas

Novas unidades abrangem cerca de 668,6 mil hectares nos municípios de Borba, Beruri, Tapauá, Careiro, Autazes e Humaitá e aliam conservação ambiental ao uso sustentável dos recursos naturais

O Governo Federal criou quatro novas Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS) no Amazonas, abrangendo áreas localizadas em seis municípios do Estado. Os decretos foram assinados no dia 8 de setembro e publicados no Diário Oficial da União em 9 de setembro de 2026.

As novas unidades de conservação são as Reservas de Desenvolvimento Sustentável Tupana Igapó-Açu I, Tupana Igapó-Açu II, Canaã e Mirari. Juntas, somam aproximadamente 668,6 mil hectares.

A RDS Tupana Igapó-Açu I possui cerca de 114 mil hectares e está localizada no município de Borba. Já a Tupana Igapó-Açu II abrange aproximadamente 422,1 mil hectares, distribuídos entre Beruri e Tapauá.

A RDS Canaã, localizada nos municípios de Careiro e Autazes, possui aproximadamente 109,6 mil hectares. Em Humaitá, foi criada a RDS Mirari, com cerca de 22,8 mil hectares.

Conservação e desenvolvimento sustentável

As Reservas de Desenvolvimento Sustentável integram o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC) e pertencem à categoria de unidades de uso sustentável, que busca conciliar a conservação ambiental com a utilização responsável dos recursos naturais e a manutenção dos modos de vida das populações vinculadas ao território.

Entre os objetivos estabelecidos pelos decretos para as novas reservas estão a conservação dos ecossistemas amazônicos, a proteção da biodiversidade, o ordenamento territorial e o combate ao desmatamento ilegal, à grilagem de terras públicas e à exploração irregular dos recursos naturais.

Os atos também preveem ações voltadas à valorização das populações locais e de seus conhecimentos tradicionais, além do incentivo à bioeconomia, à pesquisa científica, à educação ambiental, ao turismo e ao desenvolvimento de produtos e serviços relacionados à sociobiodiversidade.

Outro ponto previsto é a gestão participativa das unidades. As reservas deverão contar com conselhos deliberativos presididos pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), com participação de representantes de órgãos públicos, organizações da sociedade civil e das populações relacionadas aos territórios.

Áreas estão na região de influência da BR-319

Segundo o ICMBio, a criação das quatro reservas integra uma estratégia de ampliação da proteção ambiental na Amazônia, com atenção especial à região de influência da BR-319, rodovia que conecta Manaus a Porto Velho.

A região do interflúvio Madeira-Purus concentra áreas de elevada importância ambiental e, ao mesmo tempo, municípios e comunidades cuja dinâmica social e econômica está diretamente relacionada aos recursos naturais e às condições de acesso e desenvolvimento do território.

Com a criação das novas unidades, Borba, Beruri, Tapauá, Careiro, Autazes e Humaitá passam a ter parcelas de seus territórios abrangidas pelas Reservas de Desenvolvimento Sustentável instituídas pelo Governo Federal.

Para os municípios, o acompanhamento da implantação e da gestão dessas áreas é especialmente relevante diante de temas como ordenamento territorial, atividades produtivas sustentáveis, turismo, bioeconomia, infraestrutura e participação das comunidades locais nos processos de decisão.

Reservas criadas no Amazonas

RDS Tupana Igapó-Açu I
Município: Borba
Área aproximada: 114.076 hectares
Decreto nº 13.111/2026

RDS Tupana Igapó-Açu II
Municípios: Beruri e Tapauá
Área aproximada: 422.100 hectares
Decreto nº 13.112/2026

RDS Canaã
Municípios: Careiro e Autazes
Área aproximada: 109.607 hectares
Decreto nº 13.113/2026

RDS Mirari
Município: Humaitá
Área aproximada: 22.828 hectares
Decreto nº 13.114/2026

Fonte: Presidência da República e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

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