Secretário municipal de Meio Ambiente de Nhamundá, João Paulo Fonseca, apresenta resultados da coleta seletiva na oficina do Projeto DMRS

Na sequência da apresentação da engenheira de Meio Ambiente da Associação Amazonense de Municípios (AAM), Jane Crespo, o secretário municipal de Meio Ambiente de Nhamundá, João Paulo Fonseca, apresentou, na manhã desta sexta-feira (28), a experiência do município na implantação e na ampliação da coleta seletiva.

A exposição integrou a programação da 1ª Oficina Técnica do Projeto Diagnóstico Municipal de Resíduos Sólidos (DMRS) e mostrou as estratégias adotadas por Nhamundá para organizar os agentes de reciclagem, estruturar a logística e ampliar a participação da população.

O trabalho começou em março de 2021, com uma reunião envolvendo 18 agentes de reciclagem e a proposta de criação de uma associação. Entre os marcos apresentados está a Lei Municipal nº 662, de 9 de novembro de 2021, que estabeleceu medidas de apoio às organizações de coleta seletiva, educação ambiental e separação dos materiais recicláveis.

A estruturação do programa contou com termos de cooperação e colaboração envolvendo a prefeitura, associações, empresas locais e empresas de navegação. As parcerias viabilizaram equipamentos, espaço para funcionamento, combustível, uniformes, equipamentos de proteção individual e meios de transporte utilizados nas rotas de coleta.

No setor logístico, o município estabeleceu uma parceria com empresas de navegação para o transporte gratuito dos materiais recicláveis até Manaus. Entre os resultados apresentados está o envio de cerca de 30 toneladas de resíduos recicláveis para recebimento e destinação na capital.

João Paulo também apresentou as ações de educação ambiental instituídas pelo decreto em seu município. O planejamento reúne atividades semanais, mensais e semestrais desenvolvidas em escolas, instituições públicas, meios de comunicação, residências, embarcações, comércios e comunidades rurais.

Em agosto de 2026, o programa passou a alcançar 54 escolas da zona rural e mais de 62 comunidades. A iniciativa também formou 200 multiplicadores, entre professores e agentes comunitários de saúde, além de desenvolver ações de coleta seletiva em 10 aldeias indígenas do povo Hixkaryana.

Entre as formas de participação disponibilizadas estão a coleta porta a porta, dois ecopontos, o agendamento para recolhimento dos materiais e as ações realizadas em escolas, eventos e comunidades. A apresentação também registrou investimento de R$ 500 mil do Fundo Estadual do Meio Ambiente (Fema) no programa municipal.

Os dados apresentados mostram a ampliação da adesão da população. Entre 2021 e 2023, o programa contava com 122 famílias participantes. Em 2024, o número chegou a 832 famílias. Em 2025, foram registradas 1.405 famílias — 1.024 na zona urbana e 381 na zona rural —, alcançando uma estimativa de 5.620 pessoas envolvidas com a coleta seletiva.

Ao final, o secretário apresentou o projeto de uma unidade integrada para beneficiamento, reciclagem, compostagem e termodegradação de resíduos sólidos, destinada a ampliar a capacidade municipal de processamento dos materiais.

A participação de Nhamundá na oficina dá continuidade ao acompanhamento promovido pela AAM.

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