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ANDRESON CAVALCANTE: “Sou um homem de fé e que acredita na força do trabalho organizado!

10 de Dezembro de 2018

O prefeito de Autazes, região metropolitana de Manaus, Andreson Cavalcante, 39 anos, licenciado em Ciências Agrárias, empresário, vereador em dois mandatos, é o atual presidente da Associação Amazonense de Municípios (AAM), num mandato-tampão que vai até abril de 2019. Mesmo com pouco tempo à frente da entidade, que congrega os 62 municípios do Estado do Amazonas, mostra-se disposto a marcar a sua passagem com idéias renovadoras e que animam o ambiente da administração pública. Se o que pretende der certo, fará história na entidade. Veja a entrevista.

Qual a principal meta dessa curta gestão à frente da Associação Amazonense de Municípios?

Andreson – Estou imprimindo o meu estilo. Ainda se eu ficar somente até abril de 2019, quero dar à Associação o perfil de uma administração moderna e voltada a atender, com rigor técnico, às principais demandas dos municípios amazonenses. Tudo feito com bom senso, de forma responsável e com total respeito ao que está previsto em nosso estatuto. Não abro mão disso.

Isso vai significar alguma mudança brusca em relação às administrações anteriores da AAM?

Andreson – Talvez sim. Tenho grande respeito pelos meus antecessores, mas cada um tem o seu próprio estilo de administrar. Entendo que esse respeito tem que ser nos dois sentidos: do presidente atual para com seus antecessores e dos antecessores para com o atual presidente. Sou o responsável pelas decisões que tomo e sei onde quero chegar. Prezo pela transparência administrativa, por uma gestão desenvolvida por pessoas recrutadas por critérios técnicos e tudo, rigorosamente, dentro do orçamento que dispomos no órgão. Vou cumprir meu dever até o último dia do meu mandato, assim como não vou deixar dívidas para o meu sucessor.    

Isso significa ajustes funcionais e no quadro de pessoal?

Andreson – Sim, e isso é um processo natural e compreensível em qualquer administração. Tenho objetivos a cumprir e dimensionei o pessoal técnico de que preciso. A AAM tem gente qualificada e que lá chegou, há muito tempo, recrutada por méritos pessoais. Quero prestigiá-los e lhes dar condições para que me ajudem a desenvolver a melhor prestação de serviços aos nossos Municípios.

E os chamados cargos de confiança?

Andresson – Entendo que é natural que o presidente deva ter, na sua assessoria mais próxima, alguns poucos auxiliares de confiança. É assim em qualquer parte do mundo. Todavia, esses poucos cargos são da confiança do presidente e, com a sua saída, devem ser passados às novas pessoas, indicadas pelo novo presidente. Não há nada de errado nisso. O que não se pode é confundir o quadro técnico permanente com os eventuais auxiliares de confiança, substituíveis ao término de cada administração.

Há sempre certa desconfiança da população no que se refere às pressões políticas para o preenchimento de cargos. O senhor se sente pressionado?

Andresson – De jeito nenhum. Esse tipo de pressão não funciona comigo. Tenho consciência da minha responsabilidade e do que devo fazer desde que entrei na vida pública. Tanto faz ser no meu município, como na Associação, é assim o meu jeito de administrar e assim continuarei construindo a minha biografia. Tenho grande respeito por meus pares prefeitos, sobretudo os do interior mais carente. Sei o quanto eles sofrem. Assim como, tenho certeza que a melhor maneira de ajudá-los, através da Associação, é com uma gestão atuante, transparente e ousada.

Por falar em prefeitos, qual o seu relacionamento com o prefeito de Manaus, Arthur Neto?

Andresson – Um amigo. Uma pessoa que admiro e que é sempre essencial ouvir. O prefeito Arthur tem uma vida pública como poucos e que não me acanharei em procurá-lo, sempre que possível, para obter boas idéias e sugestões. Aliás, se eu ficar para mais uma gestão à frente da Associação, conto muito com a ajuda dele para que possamos realizar o sonho da nossa sede própria.  

E com o novo governador?

Andresson – Do mesmo modo, estaremos na Associação prontos a lutar pela melhor parceria em benefício da nossa população. A eleição acabou. Agora é hora de unirmos propósitos, boas intenções e ações que a todos interessam. Temos várias propostas para submeter à apreciação do novo governo que se instalará em janeiro próximo. Do asfalto ao medicamento, da energia ao saneamento, a Associação tem muito a tratar com os novos administradores do Estado e, igualmente, com os órgãos da União. 

Sobre questões com a União, como ficou essa questão do INSS Digital?

Andresson – Sem nenhum problema. Estamos treinando pessoas do nosso quadro funcional para ampliar e até melhorar a forma desse atendimento. E isso não somente quanto ao INSS Digital, mas igualmente nas questões relativas à Captação de Recursos, aos Convênios, às Prestações de Contas, etc. Esse é o papel que cabe à Associação, como já acontece com algumas de suas similares pelo Brasil. Vislumbro a nossa entidade como uma instituição enxuta, transparente, com superávit para investimentos em sua modernidade e assimilando o que de melhor existe em outras Associações, reunidas na Confederação Nacional de Municípios.

Para terminar, o senhor pretende se candidatar a um novo mandato de presidente da AAM, em março próximo?

Andresson – Ainda não tenho como responsavelmente responder a essa pergunta. No momento adequado e, após as consultas que farei até o final do meu mandato, vou tomar a decisão. Hoje, na Associação, a minha preocupação é com a implantação da melhor conduta administrativa. O meu mandato é curto e preciso fazer o muito que almejo em curto tempo. Uma coisa é certa: vou deixá-la arrumada e sem dívidas. O tempo e os resultados, que espero obter, vão responder a sua pergunta. Sou um homem de fé e que busca força na solidariedade humana. Acredito muito na força do trabalho organizado, na coerência, no bom caráter e na convivência das pessoas bem intencionadas. Aguardemos, portanto.

Fonte:  Fato Amazônico.

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