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Municípios enfrentam riscos de poliomielite; vacina é a forma mais eficaz de prevenção

02 de julho de 2018

A população deve ficar atenta ao risco de surto de poliomielite, principalmente em 312 Municípios do país. O sinal de alerta foi ligado no último fim de semana pelo Ministério da Saúde. A resistência de alguns pais em vacinarem os filhos seria a motivação do reaparecimento da doença. A Confederação Nacional de Municípios (CNM) ressalta que a forma de prevenção mais eficaz continua sendo a vacinação.

A orientação do Ministério da Saúde é que os gestores locais organizem as redes de prevenção, inclusive com a possibilidade de readequação de horários mais compatíveis com a rotina da população brasileira. A Pasta também recomenda o reforço das parcerias com creches e escolas, ambientes que potencializam a mobilização sobre a vacina por envolverem as famílias.

Causada por um vírus que vive no intestino, o poliovírus, a poliomelite geralmente atinge crianças com menos de 4 anos, mas também pode contaminar adultos. A maior parte das infecções apresenta poucos sintomas e há semelhanças com as infecções respiratórias com febre e dor de garganta, além das gastrointestinais, náusea, vômito e prisão de ventre. Cerca de 1% dos infectados pelo vírus pode desenvolver a forma paralítica da doença, que pode causar sequelas permanentes, insuficiência respiratória e, em alguns casos, levar à morte.

Transmissão e prevenção
A poliomielite não tem tratamento específico. A transmissão pode ocorrer de uma pessoa para outra por meio de saliva e fezes, assim como água e alimentos contaminados. No entanto, a doença deve ser prevenida por meio da vacinação. A vacina é aplicada nos postos da rede pública de saúde. Há ainda as campanhas nacionais.

A vacina contra a poliomielite oral trivalente deve ser administrada aos 2, 4 e 6 meses de vida. O primeiro reforço é feito aos 15 meses e o outro entre 4 e 6 anos de idade. Também é necessário vacinar-se em todas as campanhas. A próxima Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite ocorrerá de 6 a 31 de agosto. O Brasil está livre da poliomielite desde 1990. Em 1994, o país recebeu, da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), a certificação de área livre de circulação do poliovírus selvagem.

A CNM ressalta que a forma de prevenção mais eficaz continua sendo a vacinação. Além disso, destaca a importância de gestores e profissionais de saúde atuantes nos Municípios intensificarem as ações de notificação/investigação imediatas, em até 48 horas, de todos os casos de paralisia flácida aguda. Devem ainda realizar ações de saúde na comunidade, levando informações à população sobre a importância de vacinar as crianças, uma vez que os movimentos antivacinais têm crescido no Brasil e podem reestabelecer doenças já erradicadas.
Com informações do jornal Paraíba Online

Fonte: Portal da CNM.

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