Ir direto para menu de acessibilidade.
Início do conteúdo da página
Últimas notícias

Fim do Mais Médicos compromete sistema de saúde no interior, afirma Presidente da Associação dos Municípios

16 de Novembro de 2018

A Associação Amazonense dos Municípios (AMM) considera preocupante o anuncio feito pelo Governo de Cuba sobre o fim da parceria com o Brasil no programa do Governo Federal, Mais Médicos.

De acordo com o presidente da AAM, Andreson Cavalcante, o atendimento da maioria dos municípios amazonenses será prejudicado com a retirada dos médicos cubanos, perdendo cerca de 292 profissionais.

“É muito preocupante essa situação. O atendimento da população será afetado. É de conhecimento de todos que os municípios tem muita dificuldade nessas contratações. Os médicos cobram muito caro para residirem nesses municípios, sobretudo, nos mais distantes.  Realmente, o programa Mais Médicos veio como uma solução imediata e que vem dando certo, dando resultado. Portanto, é inaceitável retroagir com esse sistema” explicou Andreson Cavalcante.

A apreensão por parte dos municípios é tanta que o presidente da AAM revelou a existência de uma mobilização para acionar toda a bancada municipalista, bem como a Confederação Nacional dos Municípios (CNM) para minimizar os reflexos que a retirada dos médicos cubanos devem gerar em todo o país, principalmente, nas regiões mais isoladas como o interior do Amazonas.  

“Com a saída desses médicos, essa carga deverá ser absorvida pelas prefeituras. Defendemos o diálago entre os governos brasileiro e cubano para que se chegue a um acordo. Caso não seja possível, sugerimos que a verba destinada ao pagamento desses médicos seja repassada para as prefeituras e elas possam ir ao mercado em busca de novas contratações. Mesmo que as prefeituras precisem entrar com uma contrapartida”, disse o presidente da AAM.

Segundo Andreson Cavalcante, o Governo Federal paga para Cuba cerca de R$ 11.500 por cada médico cubano e as prefeituras dão uma contribuição em média de R$ 2 mil, para compor a remuneração desses profissionais que trabalham com a atenção básica nos postos de saúde dos municípios e nas comunidades rurais.

“Sabemos  que não é tão simples. Talvez não tenham tantos médicos disponíveis no mercado. Mas, o certo é que não dá para ficar sem esse serviço no interior. O Mais Médico tem uma importância significativa para a saúde nos municípios do Amazonas. Um exemplo disso é Autazes, que conta com 10 médicos do programa. Isso significa muito para uma população de 40 mil habitantes.Imagina quanta falta eles vão fazer no atendimento diário da atenção básica? Então, é bem preocupante essa indefinição", finalizou o presidente da AAM.

Fonte:  Assessoria de Comunicação da AAM.

registrado em:
Fim do conteúdo da página